Durante sessão ordinária realizada na tarde de hoje (09/07), o vereador Téo Senna (PTC), mais uma vez, mostrou indignação a falta de interesse com que o Executivo vem demonstrando à morte de Neylton Souto da Silveira, subcoordenador financeiro da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), assassinado no dia 6 de janeiro de 2007 nas dependências da SMS.
Ao discursar na Tribuna da Casa, o vereador questionou a decisão tomada pelo juiz titular da 1ª Vara do Júri, Moacyr Pitta, de mandar a júri popular apenas os vigilantes Josemar dos Santos e Jair Barbosa, acusados de matar o servidor, enquanto que a ex-subsecretária municipal de Saúde, Aglaé Amaral e a ex-consultora do órgão, Tânia Pedroso, acusadas de serem as mandantes da execução, escaparam das acusações. “Denunciei diversas vezes aqui nesse Plenário que as supostas mandantes do crime não seriam punidas. Infelizmente os pobres e menos influentes estão sendo os únicos culpados”, destacou Téo Senna, referindo-se aos vigilantes Josemar e Jair, que continuam presos e as acusadas de mandantes, Aglaé e Tânia, que respondem em liberdade.
Durante seis meses, juntamente com outros vereadores, Téo foi persistente ao tentar instalar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar irregularidades existentes na SMS. No documento elaborado, dentre as principais justificativas que sustentavam a necessidade de investigação, estavam à falta de licitação para contratação de empresas; falta de disponibilização dos dados do Fundo Municipal de Saúde e a recomendação da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado de investigar a suspeita de improbidade administrativa na Secretaria de Saúde, quando apurados fatos decorrentes da morte de Neylton. “As tentativas de emplacar uma CEI foram sem sucesso e infelizmente o caso não saiu do armário, deixando as investigações na área da Saúde sem força na Câmara”, lamentou Senna.
Na opinião do vereador, por ter deixado de apurar o caso, o Legislativo ficará para sempre com a morte de um servidor em sua história. “Na época, projetos importantes como a Guarda Municipal e outros foram colocados sem debate e sem discussão, apenas como uma arte manha do governo para sobrestar a pauta e impedir a votação da preferência da CEI. Agora, esta Casa carregará o peso de um cadáver nas costas.”, disparou Téo Senna.
“Tivemos contratos polêmicos, milhares de pais de família sem os seus direitos trabalhistas e um funcionário assassinado brutalmente dentro de uma Secretaria e tudo esta passando, sem ninguém explicar nada e sem nenhuma investigação”, retrucou o vereador ao citar os contratos com a ONG Cruz Vermelha, os terceirizados da Real Sociedade e o acordo estabelecido entre o município e a Renault para realização de manutenção preventiva e corretiva de automóveis do Samu que, na época, passou de R$ 377 mil (através da empresa O Pára-Choque) para R$ 1, 490 milhão (pela multinacional), para execução do mesmo serviço.